terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Track Day - O dia de pista

Track Day, um divertimento no final de semana.

Desde a algum tempo atrás (sou ruim de lembrar hahaha), o Track Day se tornou um ícone aqui no Brasil, para os aficcionados pelo o Automobilismo. A idéia era basicamente colocar seu carro em um circuito fechado, com toda a segurança disponível e necessária para um evento e, por horas, tomar os traçados de um circuito, calculando o seu tempo e nele, baixando conforme o seu conhecimento, agilidade e mais... conhecendo o limite do carro
Ka XR em seu habitat natural.

Bom, se a idéia então era reunir os aficcionados pelo Automobilismo em uma pista, porquê não reunir vários Clubes Automotivos?! Claro.. Além do conhecimento de várias pessoas, o bate papo e debates para acertos em traçados, frenagens e até mesmo auxílios para uma tocada mais limpa é o ideal em um Track Day. 

Slicks, pra quem quer baixar tempo no circuito é a pedida.

O uso de Slicks tem sido comum em Track Day, a finalidade deles é de cumprir o papel de tornar o carro uma "âncora" no asfalto, grudando bem nas curvas e com isso, pra quem gosta de tornar a brincadeira uma opção de "corrida", pra baixar o tempo é perfeito.

Debaixo de muita chuva, o Track Day torna-se divertido mesmo assim.

Além de ser um dia bem divertido, um final de semana fora do comum pra tirar aquele stress semanal, alguns Autódromos contam com enorme espaços para um lazer mais a vontade para os convidados. A exemplo disso temos a Fazenda Capuava, localizada na cidade de Indaiatuba, a 5 minutos do Aeroporto de Viracopos.

O local é agradável, em meio a muito verde, um enorme lago passando pelo circuito e contando com uma área perfeita para reunir os amigos.

Almoço priveligiado para os maníacos pelo Track Day.

Com uma Tenda, churrasqueira portátil e muitos amigos (em um local que pode ser feito, como nesse caso), o evento torna-se familiar e o bate papo bem descontraído, talvez, senão a melhor, hora pra reunir a galera e discutir os acertos dos carros ou até mesmo aqueles assuntos aleatórios (beeem diversificado) hahahaha.

O Brasil tem opção para Track Day's (e excelentes opções, diga-se de passagem), basta nossos Governantes, Prefeitos ou sei lá o que for mais enxergar isso e ver que, o Brasil não é só feito de Futebol (absolutamente NADA contra), porém sempre existe os dois lados da moeda, e esse lado tem que ser valorizado também.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Procura-se - Engenheiros da Ford Brasil

PROCURA - SE







ENGENHEIROS QUE TRABALHARAM NO PROJETO DO KA XR.



Fala galera..

O post hoje vai ser bem diferente do habitual que é postado. Talvez seja um post "perdido", ou talvez seja um post que nos ajude, claro, a quem interessar (e creio que a todos que gostem do hot pocket da Ford).

Sobre o projeto eu não tenho muitas informações, apenas o trivial que, ao ser lançado em Janeiro de 2001, o modelo ficou 8 meses no mercado antes de entrar no facelift da traseira, parachoques e alguns detalhes de acabamento interno. Apesar de ser um projeto ousado, pra concorrer diretamente com o Gol Turbo, tenho certeza que, por trás dessa história toda, há algum vestígio de fotos e informações que ainda não sabemos, não precisa nem ser um engenheiro propriamente dito, mas que saiba da história do Ka XR desde o lançamento, as etapas de teste, os problemas.. enfim... o que foi feito pra esse carro ir pra frente e ser vendido, provavelmente até um funcionário que trabalhou na época na linha de produção ou na pista de testes.

Em 2001 não me recordo muito bem do lançamento, sei que foi um UP bom pra Ford e trouxe a concorrência abaixo.
A propaganda que era vinculada na TV infelizmente a CONAR proibiu na época, devido ao carro demonstrar manobras em uma serra e altas velocidades, quem tiver essa propaganda também completa (pois na internet só tem pela metade e a qualidade muito ruim), pode avisar no post também.


É isso.... fico no aguardo então, quem puder ajudar, com informações.


Abraços.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mercado de Reposição

Fala galera... retornando após mais de 1 mês parado.






Mercado de Reposição - O que tem a oferecer?






Hoje no Brasil enfrentamos um grande problema de reposição de peças, não só pra uma marca e sim em um todo.
O mercado de peças é saturado até, porém a maior dificuldade que podemos encontrar é localizar peças com uma certa idade, ao exemplo de um veículo com mais de 5 anos, ou até 2 anos já enfrenta esse problema.

Por lei, os fabricantes deveriam (pois é.. deveriam) manter em estoque, toda e qualquer peça de um veículo por ATÉ 10 anos, mas o Brasil não segue a regra e ficamos na mão muitas vezes.

De um tempo pra cá, comecei a pesquisar por conta própria os Distribuidores de rede de Concessionários, o que tem facilitado e muito a encontrar diversas peças que nem sequer o fabricante tem em catálogo mais. A lista desses Distribuidores é longa e as opções são grandes, abaixo vou postar algumas peças que acabei adiquirindo do Ka XR, que pra nós, levando ao pé da letra do automobilismo brasileiro, é um mero popular que foi fabricado por 7 anos.






Todas as peças acima foi comprado em Distribuidores diretos, que arrematam lotes em leilões e vendem a preços muito em conta.

Fica a dica: Pra quem está com dificuldade em encontrar peças, procure pelos Distribuidores em sites de busca.. sim... site de busca!

As referencias de peças vocês podem pegar pelos Catálogos (os códigos, já postado aqui), E podem ter certeza, muitos Concessionários, se quer, sabem que tais peças existem.. complicado, mas conseguimos contornar essa situação, ainda quando há tempo.

Abraço galera.


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Marco na Produção - Curiosidade

Fala galera, 


Segue mais uma curiosidade da Ford, postada hoje no Facebook da Ford Imprensa.




"A Ford alcançou o marco de produção de 3 milhões de motores Zetec RoCam, na Fábrica de Taubaté, no interior de São Paulo. Com este resultado histórico, a linha de motores que equipa modelos campeões em vendas como Ka, Fiesta e Courier, prova ser uma das mais bem-sucedidas do País."


E segue abaixo também um vídeo promocional da linha de produção dos motores.


http://www.youtube.com/watch?v=KN_zVsu7Tk0



Em um resumo, a Ford alcançou um número histórico em produção de motores. A 12 anos, com a mesma tecnologia (agregando apenas o sistema Flex e alguns erros na Injeção), a Ford trouxe um legado de que, é um motor confiante e robusto, sendo bem durável, com a manutenção extremamente baixa.

Em seguida, segue um texto sobre a fábrica de motores em Taubaté (SP):


A 130 km da capital paulista, a fábrica da Ford em Taubaté, inaugurada em 1964, é uma das pioneiras no Brasil na fabricação de motores, transmissões e componentes automotivos. A fábrica de Taubaté também é uma herança da Willys Overland do Brasil. Nela, a empresa fazia a fundição de motores e foi dela que saiu o primeiro bloco de motor fundido no Brasil e os primeiros motores a gasolina fabricados no País. Na época, foi a maior fundição da América Latina com área de 18.310 metros quadrados.
Atualmente, o Complexo Industrial de Taubaté produz 280.000 motores e 440.000 transmissões por ano, em três turnos de trabalho. Além deles, é responsável pela fabricação de componentes de chassis para carros e caminhões e fundição de cabeçote de alumínio para o motor. Um de seus diferenciais é o conceito de produção que se caracteriza pela  flexibilidade, permitindo a troca instantânea de modelos nas linhas de usinagem e montagem.  A fábrica conta atualmente com 1.600 empregados, em uma área total de 819.000 m²  (sendo 100.000 m² construídos).
Em 15 de setembro de 2008, a Ford completou a expressiva marca de 2 milhões de motores Zetec RoCam produzidos na fábrica de Taubaté. O 2.000.000º motor foi um 1.6L Flex de 105/111 cv.
A família Zetec RoCam é composta pelos motores 1.0L de 69 cv e 1.6L de 105cv. Começou a ser produzida em 1999, após a fábrica passar por uma ampliação em suas instalações, que incluiu uma nova unidade de fundição de  cabeçotes em alumínio.
 As qualidades do Zetec RoCam, como economia, durabilidade e desempenho, rapidamente transformaram essa família de motores em referência no mercado nacional e no exterior. A alta produtividade em Taubaté foi importante para o crescimento da Ford na América do Sul. Atualmente, diversos modelos da Ford utilizam o RoCam, entre eles Novo Ka, Novo Fiesta, Novo Fiesta Sedan, EcoSport, Courier e Focus 1.6L. Os modelos equipados com motores de 2.0 cc de cilindrada utilizam o motor Duratex, importado do México e África do Sul.
A demanda de mercado levou a Ford a ampliar a fábrica em três oportunidades: 2002, 2005 e 2007, quando foi consolidada a produção anual de 280.000 unidades em três turnos completos de trabalho.


Nova fase: família Sigma
Em meio as comemorações da produção de 2.000.000 de unidades Zetec RoCam, a unidade de Taubaté passou por profunda reestruturação para receber uma nova família de motores, denominada Sigma. Resultado do investimento de R$ 600 milhões, a produção do Sigma, lançado oficialmente pela fábrica em 17 de dezembro de 2009, entrará em linha em janeiro de 2010.
  
História de sucesso
Com mais de 4,4 milhões de motores fabricados desde o início de suas operações, há 46 anos. A alta performance e tecnologia sempre foram características do Complexo Industrial de Taubaté. Durante 16 anos, a fábrica produziu o consagrado propulsor OHC 2.3L, com o qual também superou a barreira dos 2 milhões de unidades produzidas. Mais de 1,5 milhão de motores OHC tiveram como destino os Estados Unidos, para equipar um ícone da indústria mundial: o Ford Mustang.
 Outra parte, cerca de 175.000 unidades, foram para o Ford Sierra, na Argentina, e o restante ficou no Brasil, para equipar o Maverick e a picape F-75. De 1987 a 1995, o Complexo foi responsável pela fundição e fornecimento de chassis para todas as unidades de produção na América do Sul.

Em 1995, Taubaté iniciou a produção das modernas transmissões iB5. Já foram produzidas mais de 3,3 milhões de transmissões utilizadas na produção das unidades do Brasil, Argentina e Venezuela. Atualmente, a unidade industrial de Taubaté conta com 1.600 empregados

Fonte: fordparatodos.com.br

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

New Ka Sport - (Curiosidades)

Fala galera,

Retornando a um post bem simples e resumido, falarei sobre o Ka Sport que, entrou no mercado em meados de Janeiro de 2012 trazendo com ele a proposta de ser um "Novo" Ka XR do mercado atual.

 Estéticamente, o Ka Sport chama atenção!


Consagrado já pelos seus 3 anos no mercado, em sua nova plataforma, a Ford decidiu abandonar os motores 1.6L na plataforma básica (Class) e implementar no Ka Sport.
A proposta foi que, o Ka renovaria o mercado dos "pseudo-esportivos" e agregasse a ele o único valor (dentre alguns que citarei em seguida) que seria o motor 1.6L, velho conhecido Rocam, com seus 102hp (Gasolina) e 107hp (Etanol).

Disponível nas cores: Branco Ártico (faixas pretas) , Preto Ebony (faixas brancas), Vermelho Bari (faixas brancas), Laranja Ibiza (faixas pretas) e Prata Geada (faixas pretas).

Valor: A partir de R$ 32.550

A principal mudança foi na inclusão de Spoilers laterais, Aerofólio, Rodas de 15 polegadas e as faixas, imitando o Mustang.
Internamente, houve poucas mudanças, o volante de 2 raios ainda permanece, mas a base é a do Ka XR com um material um pouco inferior. O painel possui um grafismo único, imitando as faixas que atravessam o carro, os bancos são em formatos de semi-concha e com uma grafia bem harmoniosa.
O interior agrada e acomoda bem até 4 pessoas.

Mecanicamente o Zetec Rocam ainda prevalece com o seu potencial, desde o lançamento dos motores Flex (com leves mudanças na Injeção Eletrônica). O conjunto de transmissão é a IB5+ (famosa 3° longa), com engates precisos e leves.

                                          
O conhecido Zetec Rocam atrai os bons olhos ainda.


Ka Sport (XR)?
Em um modo conservador e atraente ao mesmo tempo, a Ford arriscou a idéia e trazer ao mercado o novo XR, pequeno (a plataforma é a do Fiesta), mas com o mesmo peso do Ka antigo, um bom conjuto de suspensão / motor e os atrativos da série.

Algumas experiências com o Sport fez com que eu avaliasse os 2 modelos. A forma de dirigir (ambos), praticamente não mudou, o que se pode notar de diferente é a condução mais calma e tranquila do Sport, ao contrário do XR que, traz consigo, uma direção mais pesada (calibragem diferente da caixa de direção) e a rapidez com que contorna uma simples curva em uma velocidade constante e mais duro, decorrente da barra estabilizadora.

Opinião minha: O Sport é um excelente custo/benefício hoje pra quem procura um popular com uma potência relativamente boa, um bom pós-venda e assistência. 
A Ford conseguiu agregar algumas ressalvas do Ka antigo, o que faz lembrar em alguns aspectos que estamos dentro de um "grande" XR. Talvez com Unichip, comando e escape dimensionado, o Sport fique muito mais interessante do que já é.





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Reparos e defeitos - Ignição e Injeção

Sistema de Ignição em módulos / Reparos

Um defeito frequente é conhecido como “pulso fraco” na bobina, onde há um pulso, mas não o suficiente para termos uma faísca no veículo. Para diagnosticar, o correto é utilizar um osciloscópio de boa qualidade de sinal. Ao verificar com bastante atenção utilizando a “canetinha”, na maioria dos casos consegue-se detectar este pulso alterado.  Geralmente quando ocorre este pulso fraco, consegue-se reparar o módulo, sanando o defeito e não sendo necessária a substituição. Lembrando que é importante conferir a bobina posteriormente.
Alguns sistemas que apresentaram este problema de pulso fraco foram:

Sistema Ford EEC 6:  aplicado nos veículos Ford EcoSport e Fiesta a gasolina.

Sistema Ford EEC 5: aplicado em veículos Ford Ka, Fiesta, Courier, entre outros a gasolina.

Os módulos da Ford sofrem bastante queima na parte de potência, causados por problemas na bobina. 






Fonte: Oficina Brasil - Técnicas

Uma outra dica boa é sobre o funcionamento da central EECV - OBD II, implantada em 1994 que equipava os motores Zetec 1.4 16v e a linha Rocam a partir de 2000. Defeitos passíveis do sistema PATS é comum, perante a erros em MAP ou MAF, sendo detectados pelo UTC e apagados pelo modo do Scanner (Alpha Test).


O Sistema Integrado de Injeção / Ignição eletrônica EEC V (Electronic Engine Control - V) foi projetado no início da década de 90.O EEC V é capaz de realizar milhares de comandos por segundo. Uma de suas versões foi utilizada na Fórmula-1 em 1994. Equipou a Benetton-Ford com motores Zetec RV8, sob o comandado do piloto alemão  Michael Schumacher.É, por definição, um sistema de injeção seqüêncial, utilizando uma válvula injetora para cada cilindro. As válvulas injetoras encontram-se instaladas no coletor de admissão. O sistema de ignição é do tipo estática (nãoutiliza distribuidor de ignição). Não há necessidade de regulagem do ângulo de avanço inicial (ponto de ignição). No Brasil equipa os veículos Ford Ka, Fiesta, Courier (com motores Endura, Zetec 1.4 16 V e Zetec Rocam) e Escort  (com  motor  Zetec 1.6 Rocam).Nos veículos com motores Endura e Zetec 1.4 16V a massa de ar admitida pelo motor é calculada através do método da medição direta do fluxo mássico, por isso, têm como principal sensor o medidor de massa de ar MAF. Nos veículos com motores Zetec Rocam a massa de ar admitida é calculada pelo método da velocidade /densidade, sendo o sensor de pressão e temperatura do ar - MAP / ACT o principal parâmetro para o cálculo. O EEC V trabalha em malha fechada. Utiliza sensor de oxigênio (sonda lambda) que monitora a eficiência do processo de combustão. É um sistema de Injeção/Ignição digital, capaz de detectar inúmeras falhas que são armazenadas na memória da UCE em forma de códigos numéricos (códigos DTC). Os códigos de defeitos podem ser acessados somente com o auxílio de equipamentos do tipo Scanner.O sistema EEC V se encaixa no padrão OBD II (On Board Diagnostic System - II). 

O OBD II foi criado com o objetivo de minimizar as diferenças entre os sistemas e diminuir o índice de emissões de poluentes. Mesmo com a padronização OBD II, os sistemas de injeção eletrônica continuam bastante distintos devido a infinidade de componentes existentes.Com a unidade de comando eletrônico - UCE do sistema EEC V, pode vir incorporado (opcional) o Sistema  Passivo Anti-furto (PATS).Nesse sistema, na cabeça da chave de ignição, existe um dispositivo (CHIP) denominado transponder que transmite (por onda de rádio) um código secreto à unidade de comando - UCE. A partida do motor só é permitida se esse código for reconhecido pela UCE. Quando o código é reconhecido, a UCE apaga a lâmpada*do sistema PATS (1 segundo após ter sido ligada a chave de ignição) e passa a controlar normalmente os sistemas de injeção/ignição e partida do motor.Se o código não for reconhecido a UCE mantém a lâmpada* do sistema PATS continuamente piscando e bloqueia os sistemas de injeção/ignição e partida do motor.*A lâmpada do sistema PATS (Pats led) está localizada junto ao relógio (de horas) do veículo – lâmpada vermelha.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Teste Rápido - Ford HP

Fala galera, tudo certo?!

Retomando o blog e com um post bem bacana, um teste rápido feito pela Ford HP em 2007, no Autódromo de Jacarépagua, destacando bem os pontos fortes e fracos do nosso Ka XR.




Na pista          Figurinha carimbada dos eventos conhecidos como Track Day, o Ka XR por suas características dinâmicas conquista a cada evento mais admiradores. Sua tendência ao sobre-esterço ("saída de traseira") nas entradas de curva permite ao condutor entrar e contornar com maior velocidade as curvas.
     
Manobra de correção de sobre-esterço
          Seu ponto fraco, a potência de 95cv (reduzida no modelo 2007 para 93 cv) é contornado pelos condutores com kits que partem da instalação de novos sistemas de admissão e escape e vão até a adaptação de sobre-alimentação (turbo) ou implementação de comando de válvulas "DTM", que levam o Ka 1.6 até potências da ordem de 180 cv.
     
Apesar de seu excelente comportamento em curvas, o Ka 1.6 não tem
força suficiente para acompanhar veículos mais potentes nas retas.

          Os proprietários são os maiores fãs. A seção "Opinião do Dono" do site Carsale aponta que 86,36% dos proprietários do Ford Ka são satisfeitos e 84,85% recomendam o carro. Apenas para citar um exemplo, o Vw Gol, até então o veículo mais vendido no país, tem apenas 60% dos proprietários satisfeitos segundo a mesma seção.
          Villa, proprietário de um Ka XR 1.6 2004, enaltece a diversão proporcionada. "Dos carros nacionais o Ka 1.6 é, de longe, o mais divertido de todos. No autódromo isso é garantia de prazer a cada curva pois o carro é muito controlável e você consegue colocá-lo exatamente onde quer, abusando nas derrapagens controladas de ambos os eixos", mas ressalta: "Há uma "sobra" de chassi para o motor original. Com uns 150 cavalos é que o carro aparece em todo o seu potencial. As saídas de curva mudam completamente e o Ka fica ainda mais controlável e divertido!"
          Umberto, atual proprietário de 3 Ka XR e ex proprietário de outros 2, explica seu fanatismo pela honestidade do carro. "não se compra enganado achando que é um 1.0 econômico, não se compra achando que é um carro que leve uma família para viajar e sim sabendo que é um "viável" (não "barato") modo de se andar rápido e seguro.
          Rajão se impressiona com a durabilidade de seu Ka Action 1.6. Afinal, após 11 Track Days, 85.000 km, dos quais 60.000 com Unichip, apenas trocou óleo, pneus e freios. 

Continua.....

Avaliações FordHP - Ka XR 2007
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Aproveitando, o destaque para os Ka's fuçados na pista foi dito, a receita em 2007 era a febre dos DTM's, onde com pouco investimenta obtinha-se seus 150hp com facilidade. Uma das receitas mais consagradas até hoje é a substituição da árvore do comando de válvulas pelo SWR, Carlini ou até mesmo o DTM, a modificação no coletor de escape, inserção do Unichip e transformar o rocam em flex (taxa + rebaixamento do cabeçote).

Vale a pena ler o restante da matéria no site da FordHP. 

sábado, 11 de agosto de 2012

Mecânica (Tutorial / Rolamento traseiro)

Fala pessoal


Hoje segue um tutorial (serve pra toda linha da Ford):

Hoje fiz a troca da graxa do rolamento traseiro. Vou montar um rápido tutorial e vou disponibilizar no blog também, é bem fácil, prático e de extrema importância, o rolamento, se estiver bom, sem marca na pista ou amassado, com a troca da graxa pode durar um bom tempo.

1 - Retirada do tambor.
Após remover a roda, use a chave 30' (de preferência uma alavanca com soquete), remova o parafuso e vá puxando aos poucos o tambor pra fora:
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2 - Limpeza do eixo.
Com o auxílio de um pincel grosso (18mm) e com Óleo Diesel, aplique aos poucos, sem esfregar muito e deixe o produto "reagir" a sujeira, o resultado será esse:
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3 - Limpeza do rolamento (interno / externo)
Com o auxílio de uma cuba (ou um pote de plástico), coloque Óleo Diesel e deixe os rolamentos "curtirem" um pouco, a reação é imediata, com o auxílio do pincel só tire o excesso da sujeira:
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4 - Aplicação da graxa.
A aplicação é simples e de modo manual. Aplique com o dedo mesmo, a graxa no rolamento todo (pode deixar com excesso mesmo), aplique após, a graxa no tambor traseiro, em toda a volta da pista e com excesso também.
A graxa usada foi o Molykote 20.
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5 - Montagem.
A montagem é o processo inverso, simples e prático, porém aconselho a troca da tampa do tambor, além de ficar um serviço mais limpo, evita que entre sujeira no rolamento.
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terça-feira, 31 de julho de 2012

Mecânica (revisão / montagem) Transmissão IB5




Depois de um bom tempo sem postar, hoje vou postar algo que pode ajudar muita gente que, como eu, sofreu com um problema crônico do IB5 (válido também para o IB5+) que é a perca de pressão do atuador da caixa de marchas e do pedal da embreagem, comprometendo o platô e o disco, mantendo o pedal pressionado a todo tempo.


Um dica boa e, na hora de substituir os atuadores, verificar o retentor do volante do motor, há o costume de um vazamento minimo de óleo mas que compromete o disco e platô.


Abaixo segue duas matérias boas com relação a revisão e substituição das peças.



PS: Vou publicar os dois trecos e o link direto também.


1° Dica (Montagem):



2° Dica (Manutenção):


Abaixo segue o link com a matéria na íntegra, com o passo a passo:


Cap. 140 - Montagem
http://arquivo.oficinabrasil.com.br/noticias/?COD=1152


Cap. 141 - Manutenção
http://arquivo.oficinabrasil.com.br/noticias/?COD=1076

Fonte: Oficina Mecânica

sexta-feira, 29 de junho de 2012

(Tutorial) - Instalando os Espaçadores Traseiros

Retornando ao Blog...






Bom, algumas pessoas me pediram um tutorial da instalação dos espaçadores, infelizmente no dia que eu instalei não tirei fotos, porém durante as descrições vai ficar bem fácil de entender. Vou tentar alguma maneira pra fornecer algumas imagens do Catálogo. (lembrando que vou deixar disponível no Blog também).

Segue então o Tutorial completo, é bem simples, em 1 hora dá pra efetuar o serviço todo.

O que você vai precisar:

1- Par de espaçadores
1- Alavanca de soquete
1- Soquete 30'
1 -Chave combinada ou L 17
8 - Parafusos M10x50


1° Retirada da Roda e do Tambor de freio.
O primeiro passo, ao retirar a roda, com o carro calçado, freio de mão solto e engatado, é soltar a tampinha que protege o parafuso do tambor (porca: retirada com soquete 30'). Com uma alavanca (cabo fixo), retire o parafuso.

2° Retirando o Tambor de freio.
A retirada do tambor é um pouco chata, pois as vezes as sapatas do freio dão uma segurada (mesmo com o freio de mão solto), é normal, basta dar uma leve martelada nos cantos e ir puxando, não tem segredo. Após a retirada, tome cuidado ao puxar o tambor, pois o rolamento primário do eixo vem junto e ele é solto, cuidado ao tirar (de preferência não retire o rolamento do tambor pra evitar o contato de sujeiro e pó).

3° Soltando os parafusos do eixo rígido / espelho
Após a retirada do tambor, vamos a retirada dos parafusos do eixo rígido, atrás do espelho, que segura a ponta de eixo do tambor. Com uma chave L ou Combinada de 17', solte os 4 parafusos que tem atrás do eixo (são 4 parafusos apenas), Quando soltar, cuidado ao retirar o eixo do tambor e, com o auxílio de um pano, puxe-o para fora e o coloque coberto com o pano em um lugar, para evitar sujeiras.

4° Instalação do espaçador
Após todo o processo de limpeza do local onde vai o espaçador (Dica: Limpe com um WD40 ou um produto à sua escolha), coloque o espaçador na indicação correta do eixo (alocando corretamente os parafusos M10x50) e, prestando muita atenção, o espaçador deverá ficar com a face (logo Ford) para a frente do espelho. 

5° Montagem final
O processo de montagem, lógicamente, é a recolocação de todas as peças, porém, durante a montagem, de preferência, limpe os rolamentos (interno e externo) e aplique a graxa Molykote (recipiente verde e branco), é uma forma de garantir que o rolamento não contenha impurezas e mantém lubrificado. 
O aperto, eu pelo menos, fiz uma marca no tambor com um Giz e apertei 180° (2 processos de 90°), para garantir, monte a roda e balance pra frente e pra trás e veja se não há folgas.


É isso galera, espero que tenha ajudado e logo logo monto algumas fotos pra ilustrar melhor.


Abraços

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Acabamentos (extra)

O inusitado e a sorte.



Pelo que se diz respeito à peças aqui no Brasil (de qualquer montadora), podemos contar com o seguinte fator: dificuldade! ... Talvez tenha outra palavra para definir melhor isso para quem realmente precisa do "pós-compra" de um veículo por que querendo ou não, ficamos reféns da montadora.

De uns dias pra cá eu resolvi fazer algo que, creio eu, poucos fariam porque achariam ser loucura, gasto excessivo, torrar dinheiro, etc etc etc.. A criação de um estoque de peças avulsas em casa. Sim, em casa, o que é tão simples e prático, pode tornar mais fácil a vida de quem tem um carro com mais de 10 anos de uso e prefere manter íntegro com peças originais, certo?
A minha idéia partiu do seguinte conceito: Caçar o maior número de peças descontinuadas de catálogo em vários cantos da Internet, por meio de Telefone.. enfim. Basicamente deu certo, muita coisa já achei e encomendei (e por incrível que pareça, por ser uma peça de pouca saída e de baixo estoque, esta se tornou bem mais barata do que eu imaginava). Claro que, muitas delas, realmente não existe mais, porém o fato de conseguir pelo menos metade delas, já é um lucro.

E por que criar esse estoque?!
Simples... da mesma forma que uma pessoa cria algum objeto, compra em várias unidades, o estoque dessas peças teria a mesma função. Nunca podemos contar com o fato de que nada pode acontecer, tal como evitar um acidente ou mesmo uma peça que quebre pelo tempo de uso e que não exista mais.

Ontem, felizmente, eu consegui achar uma peça (Duto de Ar do Parachoque XR 2001), coisa que eu nunca vi na vida pra vender em Concessionária, em um revendedor grande, só de peças Ford.

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O mais engraçado é saber que foram fabricados poucas peças, o outro lado já encontrei e também vou encomendar.

Enfim galera, acho que, pelo texto que descrevi (com minhas palavras), deu pra entender um pouco o que é esse mundo (pra quem é fã de carro) e o que pode nos favorecer quanto a isso.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Reportagem (1) - Matéria 4 Rodas

Depois de alguns dias parado, vou retomar o blog com uma reportagem bem legal.. o texto achei bem coerente com o carro.

Um adendo, a Quatro - Rodas de 2001 foi lançada em Abril de 2001, engraçado que meses antes já tinhamos o modelo rodando por aí, pelo menos desde o 1° semestre de Fevereiro.


Pra quem quiser acessar a matéria na íntegra: ano de 2001, mês de Abril.



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mecânica (3) - Sobre o Zetec Rocam

Retomando o post após, quase, 1 semana..


Retirando o post da FordHP, acho legal agregar ele ao blog, afinal, o Zetec Rocam é a família do Old Ka e, diga-se de passagem... um excelente motor.


Mantendo a bela forma e inúmeros motores fabricados, espalhados pelo Brasil, infelizmente, após 13 anos de fabricação, a Ford o aposentou.. mas manteve um legado digno de um excelente custo / benefício e mantém até hoje. 


Abaixo um texto bem elaborado do que foi e é o Zetec Rocam (pela FordHP)

"Melhor Torque, Melhor Potência. Melhor sair da frente." Em 1999, quando as coisas não iam nada bem para a Ford, uma estratégia bem sucedida fez com que a empresa voltasse a respirar no mercado nacional. Trazendo o Fiesta como carro de entrada, na versão 3 portas e o atualizando com o modelo mundial, a Ford melhorou o seu número mensal de vendas.
       A nova motorização é um capítulo que merece uma nota a parte.
        Substituindo os antigos motores que equipavam o Fiesta e o Ka (os antiquados Endura 1.0 e 1.3 e o eficiente Zetec S 1.4 16v) pelo Zetec Rocam 1.0L e 1.6L, a Ford fez com que a sua linha de automóveis tivesse os motores mais modernos do país.
        Isso gerou comentários positivos na imprensa especializada e trouxe a Ford de volta à cabeça dos consumidores.
        Os motores Zetec Rocam se caracterizam por sua durabilidade e performance. A grande vedete deste motor é o comando de válvulas, com acionamento suportado por rolamentos, reduzindo profundamente o atrito no mesmo. A curva de torque, tanto no 1.6L quanto no 1.0L é muito boa, quase 100% plana. Atingindo seu pico em rotações muito baixas, o que proporciona um grande prazer ao dirigir.
        Os motores são produzidos na planta de Taubaté e são exportados para vários países.
Confira aqui as principais características:
Torque (força): superior aos veículos da concorrência já em baixa rotação. Domina nas ultrapassagens, retomadas de velocidade e subidas, com partidas muito mais rápidas.
Dirigibilidade: os veículos e pick-ups da Ford sempre foram reconhecidos pelo excelente prazer em dirigir que proporciona. Agora, com os novos motores Zetec RoCam, sua dirigibilidade ficou ainda mais acentuada.
Economia de combustível: os novos motores Zetec RoCam 1.0L e 1.6L tem o menor consumo de combustível em sua categoria. O resultado: benefício para o seu dia-a-dia.
Baixo custo de manutenção: com a utilização de um óleo mineral de baixo atrito, a troca de óleo fica mais espaçada, a cada 20.000Km* rodados. As velas devem ser substituídas somente a cada 40.000Km.
Baixo nível de ruído: o novo motor, com toda esta potência, manteve a mesma característica e continua a oferecer muito prazer e conforto para quem o dirige.


Zetec Rocam 1.0L 8 válvulas:
Combustível - gasolina
Potência líquida máxima - 65 cv @ 5.750 rpm
Torque líquido máximo - 8,9 mkgf @ 2.750 rpm
Sistema de alimentação - Injeção eletrônica multiponto seqüencial, com módulo de gerenciamento eletrônico do motor.


Zetec Rocam 1.6L 8 válvulas:
Combustível - Gasolina
Potência líquida máxima - 95 cv @ 5.500 rpm (até 2005, após isso a potência foi para 93hp)
Torque líquido máximo - 14,0 mkgf @ 2.250 rpm (até 2005, após isso o torque aumentou em 0,1 mkgf)
Sistema de alimentação - Injeção eletrônica multiponto seqüencial, com módulo de gerenciamento eletrônico do motor EEC-V


terça-feira, 22 de maio de 2012

Mecânica (3) - TBI (Corpo de Borboleta)

Fala povo..



Aproveitando mais uma parte de dicas, podemos mencionar uma não tão pouco importante e que muda relativamente o comportamento do Zetec Rocam.

A maioria dos Zetec Rocam, 1.6, vem com a TBI (Corpo de Borboleta) não abrindo 100%, sendo assim não utilizando todo o seu torque que é a peça chave do modelo. A princípio, foi constatado por vários consumidores que, o corpo de borboleta em pedal WOT (fim de curso) abre em um angulo de até 70%, padrão de fábrica.

Para isso, a regulagem é feita entre o consumidor, o processo é bem fácil e tranquilo. Como o acelerador do Zetec Rocam é por cabo, basta soltar o CLIP do cabo e puxar conforme o pedal estiver até o fim do curso, claro que, explicando assim é dificil entender. 
Vou disponibilizar abaixo o passo a passo para a alteração e o uso correto desse sistema.

O tutorial foi criado por um membro da FordHP, tendo um êxito no trabalho final.

1º) Desmonte o filtro de ar, de modo a ter acesso à borboleta, igual a foto abaixo... 
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2º) peça para um amigo pisar no acelerador até o final e manter pressionado, e veja até onde abre a borboleta... depois disso, com a mão mesmo, verifique se a borboleta tem mais curso. Geralmente, ainda tem uns 20% a mais de curso que o acelerador não consegue abrir..

3º) Identifique o suporte do cabo do acelerador, que fica um pouco antes de chegar na TBI
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4º) Retire essa peça de metal (clipe) que fica em cima do suporte
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5º) Como se pode ver na foto abaixo, no suporte do cabo do acelerador tem umas pequenas ranhuras na peça, elas servem para que o clipe de metal fique preso.. regule da maneira que for preciso (deixando mais ou menos folgado), e depois coloque o clipe e encaixe o conjunto novamente no suporte
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6º) Verifique se a lenta do carro não ficou alterada (se você esticar muito o cabo, vai fazer com que a borboleta fique aberta sempre). Depois verifique se ao pisar fundo no acelerador a borboleta abra 100%

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7º) Pronto... seu carro já está com a borboleta regulada. Monte todo o sistema de filtro de ar novamente.

Crédito das imagens: Diego Silva.